RALACOCO -  Rádio Laboratório de Comunicação Comunitária

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:) Internet nos Estúdios

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Oi Pessoas!! Estou escrevendo dos estúdios da Ralacoco. Pois é, agora nós temos internet. Podemos escrever no blog e buscar notícias na net. Mas, vamos tentar não abusar para o computador não ficar sobrecarregado.

Um conto sobre racismo

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Por Jusceni Rezende

Sexta feira, dia 24 de outubro de 2004, uma amigaconvida a todos seus conhecidos para comemorar seu aniversário em um recentebarzinho da cidade, que se propõem a ser um pub no qual só toque rock. Todosque em sua maioria ainda não conheciam a casa logo acharam uma boa idéia aproposta de ir ao “distinto” local até mesmo para variar de ambiente e tendoem vista que aparentemente o estilo musical era do gosto de todos.
A amiga, prevenida, reservou uma mesa paraconvidados a fim de garantir a presença de todos em sua comemoração, uma vezque a casa, como todo lugar do momento lota depois de um certo horário. Anoite ia correndo e pouco a pouco seus convidados iam chegando. Quando orelógio passava das dez, percebemos um certo tumulto na porta, o segurançabarrou pelo menos quinze pessoas, exclarecendo que a casa estava lotada enão tinha mais como ninguém entrar. Entretanto quatro convidados da minhaamiga estavam de fora entre os barrados, sendo que na sua mesa havia várioslugares vazios esperando por esses amigos. Quando foi argumentar com ogerente da casa, irredutível, explicou que ninguém poderia entrar e deu oassunto por encerrado.
Após uma meia hora a porta do bar esvaziou vistoque as pessoas aos poucos foram desistindo de tentar entrar e iam embora. Omesmo gerente que havia se mostrado intransigente chama minha amiga paraconversar. Segundo ele, ela já poderia ligar para os convidados barrados echamá-los para voltar ao local. Estranhando o fato minha amiga o questionoue teve a seguinte explicação: Na porta junto às pessoas barradas havia umnegro com cabelo black pawer, que também era convidado de uma outra mesa naqual estava sobrando cadeiras. Classificando o visual do rapaz como nãocondizente com o ambiente da casa, não poderia entrar. Para não constrangero rapaz e não permitir sua entrada explicitamente, barrou a todos quechegaram no mesmo momento alegando a “lotação da casa”.
Pálida a aniversariante volta para a mesa e contaa todos o que ocorreu. Revoltados, saímos da casa dispostos a nunca maisvoltar e contar a todos os amigos para que façam o mesmo. O nome do bar é Boishoi, fica em frente ao Cateretê na T-2.
Freqüentar casas que se propõem a atitudespreconceituosas, seja racistas, sexistas, homofobicas ou classiais, invalidatoda luta por uma sociedade de iguais. Mais do ler livros, debater entre osamigos, escrever textos, denunciar essas praticas… Temos que combateravidamente o preconceito e mais uma boa forma de fazer isso e incluir oboicote a lugares que disseminem essa prática.

Premio Comunicação e Direitos Humanos

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Prêmio que a Enecos lançou em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos. As inscrições estão prorrogadas até o dia 18/10. Quem quiser mais informações pode acessar o site Prêmio Comunicação e Direitos Humanos. Lá tem todas as informações para o bom andamento dos trabalhos. Não sei se a ficha de inscrição já está no ar. Quem quiser, comenta colocando o e-mail que eu mando assim que puder.

Ralacoco na Internet

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Galera, agora vocês já podem ouvir alguns programas gravados na Ralacoco (Rádio Laboratório de Comunicação Comunitária)!!! É só clicar nos títulos das gravações, abaixo dos “Comentários Anteriores” (canto direito da tela).

Temos uma entrevista com o Leandro, diretor da UNE, e outra com a Sarah, que faz parte do DCE da UnB falando sobre a Reforma Universitária. Temos também algumas declarações de pessoas que estavam no Ocupe-se antes do Fórum das Executivas. Os títulos reforma 1, 2, 3 são de representantes de executivas que vieram aos estúdios da ralacoco depois do Fórum. Ainda, temos entrevistas da cobertura do FONDEP (Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública). A qualidade não está muito boa, mas vale a pena escutar algumas gravações.

Tarda, mas não falha: Seminário em Tagua

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Seminário sobre a democratização e descentralização da comunicação e da produção da imagem

(6ª Mostra Taguatinga de Curta-Metragem)

14/08/04 – Centro Cultural do Sesi/ Taguatinga

O seminário foi dividido em duas mesas. Pela manhã, os palestrantes foram Celso Augusto Schröder, e Alfredo Manevy. Era prevista a participação de Paulo Miranda, que somente pode comparecer no período da tarde, quando contribuiu com um filme sobre a TV Comunitária.
Schröder, representante do Fórum Nacional pela Democratização (FNDC), discorreu sobre o tema “O Direito a Comunicação”. Iniciou sua fala mencionando os projetos de lei para a criação do Conselho Federal de Jornalismo e a Agência Nacional de Cinema e Audiovisual. Defendeu que essas entidades não significariam a censura. Esse receio foi originado pelo fato de a elite brasileira se utilizar da mídia como auxiliar ideológico para o poder econômico.
O diagnóstico de dez anos, em discussão com a sociedade, revelou a necessidade de ações, políticas que permitam a democracia na Comunicação. Afinal, a democracia somente pode existir se houver democracia na Comunicação. O direito à expressão, assegurado pela carta constitucional, é diferente do direito à Comunicação (entendida como Informação). O direito à Comunicação deve respeitar certos limites, como as regulamentações do espectro para a radiodifusão. Se não houver lei, o que prevalece é a lei do mais forte. Isto é, a lei das grande coorporações – como a ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) -, a lei do mercado.
Contudo, existem alguns pressupostos para que haja a democratização do direito de informação, não pode ser messiânico e também não pode possuir um sentido estratégico, didático. É preciso que permita o debate, não se transformar em uma Globo ao contrário, mesma estrutura, porém com conteúdo diverso. É preciso refazer a esfera público, onde todos os elementos interessem. Incluindo os donos do capital, senão seria um boicote.
O espaço público não é o Estado, nem o privado. Pois, o Estado representa o próprio Estado e a sociedade (porém, essa representação não é efetiva), e o privado definitivamente não consegue representar a sociedade. Portanto, a Comunicação deve estar submetida ao controle do espaço público, e esse deve permitir o debate. Essa é a função do conselho, que já existe em países da Europa.
A Rede Globo é um patrimônio público que reúne inteligência e técnica e deve servir à população. Isto é, não se deve produzir um movimento para tomar os meios, entretanto eles necessitam prestar seu serviço à sociedade.
Ainda, é importante que ocorra a capacitação para compreender a lógica interna da Comunicação. Esse processo é possível por meio das rádios e TV comunitárias e também pelo acréscimo de uma cadeira de crítica da mídia nas grades curriculares das escolas. O Estado deve também impedir a concentração dos meios de comunicação, proibindo o monopólio, permitindo a concorrência. Por fim, a cultura democrática da Comunicação será construída com a regionalização, a digitalização e a preocupação com o conteúdo.
Manevy, doutor em cinema pela USP, falou do audiovisual como tema estratégico para a Comunicação Social transversal. Seu tema foi “Uma reflexão sobre a formação do olhar como uma perspectiva de transformação social”. Atualmente, segundo Manevy, a cultura é visual, formada pelo espetáculo e pelo discurso do olhar. É uma cultura de prazeres. No entanto, até 1500, havia uma suspeita quanto ao olhar. Na Renascença, então, o olho se torna o ponto central da cultura.
Necessitamos, nessa sociedade que possui uma cultura visual, uma real alfabetização audiovisual. Antigamente, na Inglaterra, o governo encampou uma alfabetização dos trabalhadores somente para ler. Similar ao que ocorre atualmente, quando não possuímos acesso à escrita audiovisual, e ficamos limitados ao consumo dos produtos audiovisuais.
O capitalismo vive a dualidade do cerceamento versus o impulso tecnológico. Isto é, a tecnologia cria equipamentos que inicialmente possuíam determinada função, dentro do cerceamento, porém, após uma releitura permitem uma modificação de sua função original. Exemplo é a TV digital, que permitirá a troca de informação, e o surgimento de redes de Comunicação alternativas. As emissoras de TV tentarão controlar o digital, contudo o conceito de transformação criará novas realidades.
Ou seja, não deve-se pensar na destruição da Globo (que atingiu a excelência técnica), porém ela deve se submeter às leis e aos controles e reconhecer sua responsabilidade social, como os outros canais. Assim, a Globo deveria possuir compromissos, como ocorre com a telefonia. As empresas recebem a concessão do governo, no entanto devem trabalhar para a universalização dos telefones. Diferente do que é a realidade da Globo, que é a única emissora que transmite somente sua produção. O projeto de lei para o audiovisual seria um controle que coibiria o controle econômica, que funciona atualmente e eqüivale a falta de informação e um controle cultural. Portanto, a solução não é ocupar a Globo, mas encontrar novas maneiras de Comunicação, tanto de forma quanto de conteúdo. Algumas das possibilidades são a internet e o rádio.
Ainda, se faz necessário repensar o financiamento do Cinema no Brasil, que se limita a migalhas do governo, que considera um investimento a fundos perdidos. Porém, o cinema é um instrumento estratégico. Assim, a preocupação do financiamento deve se ampliar para suas três etapas: produção, distribuição e exibição. Afinal, o que produz as grandes audiências dos filmes de Hollywood é a promoção. Infelizmente, no Brasil, a distribuição, tão importante para o cinema, está nas mãos de empresas estrangeiras (com exceção de duas distribuidoras brasileiras, uma pequena de filme de arte e outra vinculada à Disney). Esse cenário revela que falta política pública para o cinema no Brasil.
Após a fala de Manevy, abriu-se espaço para debate. Após o almoço, pela tarde, ocorreu a segunda mesa. Essa mesa foi formada por Dioclécio Luz, Marilena Chiarelli e Marcio Câmara Leal.
O jornalista Dioclécio Luz pautou sua palestra na “Legislação das Rádios e TV’s comunitárias e seu papel no fomento à cultura”. Iniciou afirmando que a informação, a educação, a cultura e a Comunicação se transformaram em produtos de consumo.
Explanou sobre o espaço eletromagnético, que por lei pertence ao povo brasileiro e é emprestado às empresas por meio de concessões. Contudo, a realidade revela Latifundiários da Comunicação, pois de 10 rádios e TV’s, 9,8 são comerciais e sete famílias controlam os meios de Comunicação (como a família Marinho que detém a Globo e a família Saad, a Band). Ainda, se vê a presença de igrejas ocupando TV’s e rádios.
Quanto ao espaço da mídia comunitária, afirmou que a lei assegura um canal para TV Comunitária de seis canais (da Câmara, do Senado, Educativo, entre outros). As rádios Comunitárias, por outro lado, tem destinado para si um canal fora do dial (87,9 Mhz), enquanto as rádios comerciais ficam com os canais existentes entre 88 e 108 FM.
Ressaltou a importância dos meios de Comunicação comunitários. A prioridade desses meios é a cultura, a arte, a educação e o desenvolvimento; seu jornalismo se interessa pela comunidade; sua programação é baseada na inteligência, no debate e na integração. Já as rádios comerciais são baseadas no dinheiro, que é sua prioridade e transparece na sua programação; e seu jornalismo é pautado pelos interesses da família detentora do meio.
A lei que regula as rádios comunitárias é a 9.612/98. Estabelece, a partir de um decreto de Fernando Henrique Cardoso, que as rádios comunitárias possuam apenas 25 watts, o que eqüivale a 1km de alcance. Sua concessão deve ser aprovada pelo Congresso e tem duração de 10 anos. O canal destinado para as rádios comunitárias (87,9 Mhz) se encontra fora do dial, em 2004, mais dois canais, fora do dial, foram destinados às rádios comunitárias. Seus diretores devem morar no raio de 1km da rádio. Não podem possuir patrocinadores, somente apoio cultural, no governo Lula, foi regulamentado que apenas o nome do apoiador pode ser falado durante a programação. As rádios comunitárias não podem formar rede. Também não possuem proteção, a rádio comunitária não pode interferir na comercial, mas a comercial pode interferir na comunitária. Dioclécio citou os problemas que ocorrem nas rádios comunitárias. São muitas vezes propriedade de políticos, empresários e grupos religiosos. Sua programação é uma caricatura da comercial. Não há politização para que tenham visão da repressão. Acabam se isolando, não conseguindo se integrar à comunidade. Existem dificuldades de financiamento e a repressão. Uma rádio comunitária é fechada por dia no governo Lula. Utilizam-se para isso a Lei Geral das Teles, que prevê 2 a 4 anos de prisão, e um decreto de Castelo Branco referente o Conselho Brasileiro de Telecomunicações, que prevê 1 a 2 anos de prisão. Ainda, enquanto o governo destinou, em 2003, de recurso dos Correios, R$17 milhões de reais para a Rede Globo, a TV Nacional recebeu somente R$3 mil.
Dioclécio também ressaltou as qualidades das rádios comunitárias, que permitem a reflexão, lutam contra o latifúndio da Comunicação, educam, aprendem com o povo, fazem perguntas, e ressaltam a mobilização. Enfatizou, por fim, o direito à Comunicação, o direito de ocupar espaços eletromagnéticos, o fim da exclusão, e a dignidade do ser humano.
Marilena Chiarelli, da TV Senado, explanou sobre a “Gestão de TV pública e reflexões sobre perspectivas”. Declarou que não há um modelo de TV Pública. Porém a TV Senado já existe há 8 anos e pode ser assistida pelo canal 51 UHF.
A TV Senado não possui autonomia financeira ou um fundo. O dinheiro vai primeiro para o Senado e depois é encaminhado para a TV. Contudo, a cada 2 anos, a mesa da diretora do Senado muda. Assim, a TV Senado sempre sofre uma influência externa.
Segund, Chiarelli, a TV Senado é uma tela aberta para o Senado, com todas as tendências de pensamento, como está na Constituição. Porém, nos fins de semana, possui uma programação cultural (que consegue se manter com convênios e esticadas nas viagens de cobertura política).
Assim, há a cobertura dos trabalhos do Senado, como dita a lei, e também a programação cultural. Os trabalhos do Senado são transmitidos na íntegra, sem edição ou cortes. Ressaltou, ainda, a autonomia de direção da TV Senado.
A equipe da TV Senado é dividida em funcionários concursados e terceirizados. Há a dificuldade de lidar com os concursados, funcionários públicos, que não podem ser punidos, e os terceirizados, por outro lado, são instáveis por receberem salários menores.
Enfatizou, ainda, que a TV Pública não é uma TV Estatal e discorreu sobre iniciativas como da Inglaterra, que possui a BBC, cujo fundo para financiamento é formado por taxas que as outras TV’s pagam.
Finalizou falando dos projetos da TV Senado, que tenta utilizar-se de uma linguagem acessível, fugindo do elitizado; conseguir ser nacional pelo canal UHF; e que pretende com um decreto permitir que haja 2 horas por dia de produção local.
Marcio Câmara Leal, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), foi o último palestrante e discorreu sobre a “Política de TV Digital – propostas a serem implementadas pelo Ministério das Comunicações postas em debate”.
Os sistemas digitais analisados pelo governo brasileiro são: ATSC (EUA) com alta definição, porém caro; DVB (Europeu), o standard melhorado e móvel; ISDB (Japonês), que possui todas as tecnologias anteriores e novos serviços;
Existe ainda o DMB (Chinês), que está sendo criado, mas não está sendo avaliado. Ainda, questionou se seria possível um Sistema Brasileira de TV Digital (SBTVD).
A TV Digital possui alguns benefícios, como a definição e a mobilidade, além da convergência de tecnologias. Contudo, Câmara Leal, informou que a interatividade pensada entre TV e computadores não seria possível.
Outra preocupação é que a TV aberta no Brasil corresponde a 80%, enquanto no Japão esse número é de 4% e nos EUA, 21%. A transição entre o sistema analógico e digital demoraria de 8 a 10 anos. Portanto, o governo federal deve se preocupar com os testes, a definição da imagem e as contrapartidas. Por fim, para que haja a democratização são necessários mais canais, manter a gratuidade e o debate.
Assim, abriu-se espaço para perguntas e debates, encerrando o seminário.

Ralacoco, em resumo.

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Ralacoco – Rádio Laboratório de Comunicação Comunitária na UnB. A Ralacoco é uma experiência desenvolvida desde meados de 2001. A rádio é gerida por um coletivo, formado por seus e suas programador@s. Em reuniões periódicas, tomamos decisões necessárias à existência da rádio de forma horizontal e sem hierarquia. A organização e comunicação da rádio também acontecem via internet, por email (radiocomunb@grupos.com.br), ou pelo blog, no nosso site, www.ralacoco.blogspot.com.

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Alunos da Rede Pública participam de oficina sobre Comunicação Comunitária na UnB


Estudantes do CEF 01 do Paranoá, que participam de rádio poste na escola, discutem comunicação comunitária em oficina oferecida pela Rádio RALACOCO da UnB



por Leylelis


“Fazendo a nossa própria comunicação”, essa foi a resposta do estudante da 7a. série do CEF – Centro de Ensino Fundamental 01 do Paranoá, Wesley Bispo Alves, ao ser questionado sobre o que fazer a respeito do controle da informação pelas grandes mídias. Ele e outros alunos da escola participaram, no dia 24 de agosto, de uma oficina sobre comunicação comunitária, oferecida pela RALACOCO – Rádio Laboratório de Comunicação Comunitária da UnB. Os estudantes mantêm uma rádio poste no CEF e, por meio dos professores, encontraram na RALACOCO um modo de se aprofundarem mais sobre o papel de uma rádio comunitária e aprenderem sobre os caminhos de uma boa programação.

O CEF 01 do Paranoá tinha a rádio poste desde o ano passado, mas ela não estava sendo aproveitada pelos alunos. Um projeto desencadeado pelos professores Aldo Bellingrodt e Karla Cristina, denominado Superação, mudou essa história. Com ele, a escola que já foi conhecida por Carandiru por causa dos altos índices de vandalismo e criminalidade, ganhou uma nova perspectiva de cidadania. “Muitos de nossos alunos, que eram dispersos nas atividades escolares, passaram a ser engajar mais e a melhorar os seus rendimentos acadêmicos”, afirma Karla. Atualmente, o CEF 01 do Paranoá possui outros quatros projetos voltados para a melhoria do ambiente escolar.

Graças aos projetos, a escola começa a se transformar. “Antigamente, éramos conhecidos até por lixão, mas o que foi um dia um patinho feio, tornou-se exemplo de conquista educacional”, afirma a professora Edvaney Souza, que dá aulas de Artes Plásticas na escola e prestou serviços de motorista para que os alunos pudessem se deslocar até a UnB.

A dinâmica da oficina deu-se com a leitura de um texto que apontava como um pequeno grupo de empresários pode dominar vários meios de comunicação. Os estudantes, professores e os organizadores da oficina debateram alternativas para evitar a concentração da mídia nas mãos de poucos. Um ponto comum encontrado para que isso se desse foi a comunicação comunitária. “Com ela, abrimos espaço para quem não o consegue na grande mídia”, concluiu Leonardo Nunes, que cursa a 8a série no CEF. Após a discussão, a oficina partiu para a parte prática. Os alunos receberam algumas sugestões para se fazer uma boa programação e tiveram autonomia na sua realização, ao vivo, no estúdio da rádio. Os professores também foram convidados a participarem, e depois de escutarem o programa dos estudantes, deixaram a sua marca.

“A gente acaba falando muito de rádio comunitária dentro do ambiente universitário, e deixamos de fora o nosso principal alvo, a comunidade”, diz a estudante de publicidade, Juliana Mendes, uma das organizadoras da oficina. “Eu vejo essa oficina como uma chance de mudança, ao possibilitar que os alunos tenham uma oportunidade de refletir sobre o atual quadro da Comunicação no Brasil”, enfatiza. Segundo o estudante de Audiovisual, Marcus Vinícius, também participante da RALACOCO, trazer os estudantes para essas atividades ainda ajuda na difusão dos reais objetivos da rádio. “Somos uma rádio comunitária, logo, a idéia é estarmos sempre o mais próximo da realidade da comunidade”, lembra o universitário.

Os estudantes do CEF 01 do Paranoá pretendem voltar para sua escola, levando o que aprenderam com a oficina, e esperam atrair mais alunos e a própria comunidade para dar continuidade na rádio poste, seja por meio da participação na programação, pela doação de cds ou até de equipamentos para a rádio. “Já realizamos uma festa junina em conjunto com a direção da escola para a compra de equipamentos, mas ainda esperamos conseguir um computador para tocar músicas no formato de MP3”, almeja Wesley. A rádio dos alunos é veiculada por meio de altos falantes instalados em pontos estratégicos da escola e funciona em três períodos de 15 minutos: antes das aulas começarem, no recreio e depois do término das aulas.

Serviço: Centro de Ensino Fundamental 01 do Paranoá – 369 – 1792 – 408 – 1206

Rádio Laboratório de Comunicação Comunitária – RALACOCO –

Matrícula com data marcada

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Por Joey Ramone

Segundo diz o site da UnB (http://www.unb.br/acs/unbagencia/ag0904-09.htm), o processo começa no dia 13 e segue até 24 de setembro.

A pré-matrícula será feita entre os dias 13 e 17 de setembro e o ajuste será feito na semana seguinte, entre 20 e 24. O calendário para o início das aulas será definido em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), ainda sem data para acontecer.

Assim como aconteceu no primeiro semestre de 2004, a pré-matrícula tentará ser feita também via Internet. Esperemos que a rede não caia durante o processo, como aconteceu anteriormente, o que motivou rebatizarmos o sistema como matrícula off-line.

De toda forma, quem quiser pode fazer a pré matricula e o ajuste do modo tradicional, comparecendo no departamento. É assim: a UnB oferece a cada semestre uma série de disciplinas aos estudantes de acordo com seu fluxo dentro do curso. Eles podem aceitar ou não e acrescentar outras matérias que desejarem cursar durante a pré-matrícula. Aqueles que aceitarem estarão automaticamente matriculados. Teoricamente os outros seguiriam para processamento coletivo, o chamado reajuste.

Tudo bem que nem sempre dá certo, mas uma conversa com os coordenadores dos cursos das disciplinas pretendidas (às vezes com uma certa veemência necessária) pode resolve a questão…

Docentes mantêm paralisação

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Votação sobre o fim da greve termina empatada

e a decisão é adiada para o dia 13 de setembro

Reunidos na manhã de sexta-feira, 3 de setembro, os professores da Universidade de Brasília (UnB), adiaram para o dia 13 de setembro, a decisão sobre a continuidade ou não do movimento de greve. Até lá, a paralisação continua. A assembléia geral, realizada no Anfiteatro 9 da universidade, registrou votação com 35 votos contrários e 35 favoráveis ao fim da greve. “Não temos como manter um movimento com um ou dois votos de diferença”, afirma o presidente da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), Rodrigo Dantas, pedindo o adiamento da votação.

Esse resultado reforçou a decisão tomada pelo comando local de greve, onde a votação também foi polêmica. “O comando decidiu pela manutenção da greve, mas houve seis votos a favor e cinco contra”, ressalta o professor do Departamento de Biologia, Antônio Sebben.

Os grevistas tiveram de enfrentar um posicionamento inesperado por parte do governo: a edição de uma medida provisória concedendo aumento e, portanto, encerrando as negociações, o que acabou enfraquecendo a greve. O principal argumento a favor da suspensão unificada da paralisação é a desunião e o enfraquecimento do grupo em nível nacional. “O que mais me preocupa são as nossas fragilidade e divisão. Além de não sermos bem representados”, defende a professora do Instituo de Letras (IL), Cristina Stevens.

SITUAÇÃO GRAVE – O Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) lamenta, em nota oficial publicada em seu site, que o governo tenha editado a MP. Alguns professores consideram a decisão problemática e esse é o motivo da defesa da manutenção e fortalecimento da greve. “Considero a MP um dos tentáculos da reforma universitária e temos de estudá-la”, ressalta o ex-presidente da ADUnB, Paulo César da Silva Marques.

“Por conta da greve, o governo deu um pouco de dinheiro para que os professores briguem por migalhas”, diz a professora de Serviço Social do Instituto de Ciências Humanas (IH) Patrícia Pinheiro. Segundo Rodrigo Dantas, a situação do movimento é gravíssima. “O que está em jogo é a reforma universitária que está vindo para cima da gente como um trator”, afirma.

fonte: KELLY COUTO

ACS/UnB

Servidores de universidades federais voltam ao trabalho

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Como deu para sacar no blog abaixo, os servidores das universidades federais fecharam um acordo com o governo para encerrar a greve que se estendia há mais de dois meses.

O governo vai encaminhar (ou pelo menos prometeu encaminhar) ao Congresso Nacional um projeto de lei com um plano de carreira para os servidores, além de disponibilizar recursos no Orçamento dos próximos anos. Em troca, os servidores ligados à Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras) e ao Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica e Profissional) vão retornar ao trabalho imediatamente. Os servidores vão repor os dias que estiveram parados ,lembrando que eles estavam em greve desde o dia 23 de junho.