RALACOCO -  Rádio Laboratório de Comunicação Comunitária

Conceito de Rádio Livre com Princípios Comunitários

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Conceito de Rádio Livre com Princípios Comunitários

Uma rádio livre com princípios comunitários é construída por meio de várias alternativas de difusão (FM, rádio web, rádio poste, rádio janela etc). Independe de barreiras legais, políticas e econômicas para existir. Ela interage com diferentes culturas e manifestações sociais e reconhece a comunicação como direito humano de todas e todos.

Ação coletiva

@s raladeir@s amam rádio livre com princípios comunitários e constituem um coletivo que não acaba em si mesmo, mas se relaciona com a comunidade e é parte dela. Um coletivo que busca ser livre de preconceitos e argumento de autoridade de especialistas, sendo aberto para a diversidade de idéias, indivíduos e grupos. Conteúdo – para a rádio, as pessoas são protagonistas na produção de conteúdos e conhecimentos. Por isso, a rádio não se limita apenas à transmissão de informação, mas a troca de idéias de forma dialógica e horizontal.

Ralacoco no Intercom Centro-Oeste

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A rádio livre com princípios comunitária Ralacoco estava presente na edição de 2010 do Congresso da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinres da Comunicação (www.intercom.org.br), ocorrido na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, no último fim de semana.

Além de participar do evento, alguns d@s representantes concorreram ao prêmio Expocom, dirigido a projetos experimentais em Comunicação. Dois deles foram selecionados para concorrer à etapa nacional da premiação.

Durante o encontro, @s raladeir@s aproveitaram para fazer uma rádio no meio do pátio da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia (Facomb) da UFG. Com uma caixa de som, um microfone e um computador ligado à internet, @s integrantes entrevistaram quem passou pelo pátio e transmitiram a rádio ao vivo pelo servidor Dissonante (www.dissonante.org).

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A CONFECOM-DF

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Convidamos a todas e todos que se importam com a comunicação no nosso país e no DF e que querem que ela seja mais democrática a participar do processo da 1a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). No fim de semana que vem, dias 21 e 22 de novembro, acontece a etapa DF da Confecom. Todos e todas estão convocados/as.

Este é o momento em que é importante que aquelas pessoas que se importam com o tema e não têm tempo para se dedicar a ele no dia a dia invistam alguma energia nisto. Na Conferência Nacional, a participação é mais restrita aos delegados, eleitos na etapa distrital e nas estaduais.

É na Conferência Distrital que nós poderemos debater, ainda, as necessidades para que o direito à comunicação seja respeitado localmente, no DF.

Em todos os estados do país, movimentos, organizações, prefeituras, Câmaras de Vereadores e as mais variadas instituições estão se agregando ao processo, mostrando a disposição da sociedade brasileira para discutir um modelo mais democrático de mídia em nosso país.

Nós do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação convidamos você para se juntar a este processo, debater políticas públicas para democratizar a mídia e promover a comunicação como um direito humano.

Para conhecer as propostas do Intervozes no processo da Confecom, acesse www.intervozes.org.br.

Para fazer sua inscrição entre em: http://www.gdf. df.gov.br/ 045/04501040. asp

Parece que é um site da Confecom Nacional, mas não é! É Distrital, acreditem!

Mais informações – que ainda não estão no site:

Conferência Distrital de Comunicação – Brasília/DF

DATA: 21 e 22 de novembro de 2009

HORÁRIO: Das 08h00 às 20h00

LOCAL: Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (SGAS Q. 907, Conjunto A, CEP 70390-070)

Programação

21/11 – Sábado

8h00 – Abertura do credenciamento

8h30 – Solenidade de abertura com um representante por segmento da Comissão Organizadora- DF

8h45 – Plenária de abertura (votação do Regimento Interno do DF)

Coordenação da mesa: um representante por segmento da Comissão Organizadora- DF

10h30 – Palestra Eixo 1: Produção de conteúdo

Convidados:

Palestrante indicado pelo poder público (15 min)

Palestrante indicado pelo setor empresarial (15 min)

Palestrante indicado pela sociedade civil (15 min)

Debate em plenário (45 min)

Coordenação da mesa: Representante do GDF

12h00 – Almoço (Encerramento do credenciamento)

13h00

Palestra Eixo 2: Meios de distribuição

Convidados:

Palestrante indicado pelo poder público (15 min)

Palestrante indicado pelo setor empresarial (15 min)

Palestrante indicado pela sociedade civil (15 min)

Debate em plenário (45 min)

Coordenação da mesa: Representante do setor empresarial

14h30

Palestra Eixo 3: Cidania: direitos e deveres

Convidados:

Palestrante indicado pelo poder público (15 min)

Palestrante indicado pelo setor empresarial (15 min)

Palestrante indicado pela sociedade civil (15 min)

Debate em plenário (45 min)

Coordenação da mesa: Representante da sociedade civil

16h00 – GTs (ver tópico Metodologia)

18h30 – Fim dos trabalhos do dia

22/11 – Domingo

8h30 – Continuação dos GTs

10h30 – Reunião por segmento para definição de delegados e suplentes à etapa nacional

12h30 – Almoço

13h30 – Plenária de final

Leitura das propostas dos GTs

Votação das moções

Eleição de delegados à etapa nacional

Coordenação da mesa: um representante por segmento da Comissão Organizadora- DF

16h00 – Encerramento

Ato pela 1ª Conferência Nacional e Distrital de Comunicação

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Quinta-feira, 16 de Julho, às 13 horas, em frente ao Ministério das Comunicações

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) foi convocada pelo Governo Federal no começo deste ano. Este fato é resultado da organização de várias entidades da sociedade civil articuladas em Comissões Nacional e Estaduais Pró-Conferência de Comunicação que lutam por um espaço de debate amplo e que reflita os anseios da sociedade.

No entanto, questões como a redução drástica nas verbas previstas e o adiamento da votação do seu regimento interno podem adiar ou até inviabilizar a realização da Confecom. Por isso, convidamos a todas as entidades que lutam pela realização das Conferências Nacional e Distrital de Comunicação de forma democrática e plural e repudia qualquer posicionamento ou ação que restrinja ou retarde sua realização para o Ato Público nesta Quinta-feira, 16 de Julho, à partir das 13 horas em frente ao Ministério das Comunicações.

Comissão Distrital Pró-Conferência de Comunicação
CPC/DF

Abraço-DF, Campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”, CMP-DF, CUT-DF, Comissão de Empregados da Empresa Brasil de Comunicação, Cojira-DF, Conselho Regional de Psicologia, Consulta Popular, DCE-UnB, Enecos, FNDC/DF, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Instinto Coletivo, Movimento Democracia Direta, MNU, Projeto de Comunicação Comunitária da UnB, Ralacoco, Setorial de Cultura do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal, Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal, Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, SJPDF, Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal, SINTFUB, SINDPD-DF, SINDJUS-DF, Unicom.

Por uma Conferência Nacional de Comunicação Cidadã e dos Trabalhadores

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Por uma Conferência Nacional de Comunicação Cidadã e dos Trabalhadores

Convidamos a todas as entidades envolvidas na luta pela realização das Conferências Nacional e Distrital de Comunicação para reunião no dia 14 de julho, às 19 horas, no Auditório da Fenajufe.

Endereço: SCS, quadra 01. Bloco C. 14° andar. Edifício Venâncio da Silva. Fone: 33237061

Pauta Proposta:

1-Informes: Geral e local

2- Mobilização junto ao GDF para a convocação da Conferência Distrital

3 – Outros assuntos

Comissão Distrital Pró-Conferência de Comunicação

CPC/DF

Abraço-DF, Campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”, CMP-DF, CUT-DF, Comissão de Empregados da Empresa Brasil de Comunicação,Cojira-DF, Conselho Regional de Psicologia, Consulta Popular, DCE-UnB, Enecos, FNDC/DF, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Movimento Democracia Direta, MNU, Projeto de Comunicação Comunitária da UnB, Ralacoco, Setorial de Cultura do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal, Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal, Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, SJPDF, Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal, SINTFUB, SINDPD-DF, SINDJUS-DF, Unicom.

Carta aberta

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Carx,

A rádio livre com princípios comunitários Ralacoco está fora do ar há alguns meses por motivos adversos. Por isso, no intuito de retomar as atividades da rádio e planejar futuras ações, o coletivo Ralacoco convida quem queira se unir a participar de uma conversa na próxima quinta-feira, 25 de junho, às 18h na sala do DCE da UnB (entrada da Ala Norte do ICC).

A Ralacoco foi criada em agosto de 2001 no contexto de uma greve de servidores e professores da UnB. Na época, estudantes, servidores e professores se reuniram e criaram uma rádio, que então funcionava no Sintfub, em prol da mobilização de greve. Terminada a paralização, a rádio continuou, passando a funcionar no Centro Acadêmico de Comunicação. Tentou-se transformá-la em rádio comunitária, o que foi impossibilitado pela não-caracterizaçã o da UnB como comunidade pelo Ministério das Comunicações. Então, os integrantes do coletivo Ralacoco decidiram transformá-la em uma rádio livre com príncipios comunitários.

Desde a sua criação, a Ralacoco já desenvolveu importantes atividades ligadas à Comunicação Livre, Alternativa, Independente e Comunitária. A rádio é responsável pela criação da disciplina e projeto de extensão Comunicação Comunitária (www.unb.br/fac/ comcom) e do Projeto Dissonante (www.dissonante. org). Além disso, já foi chamada para participar de inúmeros eventos, como congressos, conferências, encontros e semanas, onde realizou diversos debates e oficinas.

Qualquer uma/um pode ser raladeirx. O coletivo Ralacoco convive com (e sobrevive da) diversidade. Por isso, chamamos a participar todxs aquelxs que queiram mobilizar-se em prol de uma Comunicação Livre, Alternarnativa, Independente e Comunitária.

Abraços,
Coletivo Ralacoco
www.ralacoco. blogspot. com

Vai Negar o Seu Direito?

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DIA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO na UnB

Comunicação é um direito de todos.
Serve para proporcionar o diálogo, para reivindicar e assegurar outros direitos básicos como a saúde, educação, alimentação, e moradia.
Como mecanismo de fiscalização, denúncia e cobrança do poder público para assegurar estes direitos.
Para valorização de nossa cultura e da regionalização do conteúdo.
E para construir políticas públicas para a própria Comunicação Brasileira.

Graças a pressão e organização dos Movimentos Sociais, o Governo Federal anunciou para Dezembro deste ano a realização da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação. É uma chance para o debate e consolidação de diretrizes que orientarão o rumo da Comunicação do Brasil. O DCE Honestino Guimarães e os demais signatários deste convite acreditam que só o amplo debate e a intensa mobilização social poderão garantir que a democracia prevaleça nas Conferências Distrital e Nacional de Comunicação. Com esse propósito, chamamos indivíduos, grupos e movimentos a participarem, no dia 10 de junho, do DIA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO na UnB, com a seguinte programação:

8h – 8h30:
Abertura Cultural
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)

8h30-10h:
Rodada sobre Conferências Nacionais
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)
Convidados: DCE, DENEM (Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), Comissão Pró-Conferência de Comunicação, Clóvis Henrique (Autor de Dissertação de Mestrado em Ciência Política sobre Conferências Nacionais)

10h às 12h30:
Painel Democratização da Comunicação
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)
Convidados: LAPCOM, Ralacoco, ENECOS, Daniel Vila-Nova (Autor de Dissertação de Mestrado em Direito sobre rádios comunitárias)

13h as 15h:
OFICINAS: Grafite, Stêncil, Fotogravura
(Local: DCE, ICC Norte)

15h às 17h: Oficina de Radioweb
Facilitadores: Projeto Dissonante – faça-rádio-web- você-mesmx
(Local: DCE, ICC Norte)

Realização:

Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães
Projeto de Extensão Comunicação Comunitária – COMCOM/UnB
Rádio Ralacoco – livre com princípios comunitários
Rádio Comunitária Utopia Fm – Planaltina -DF
Instinto Coletivo
Centro Acadêmico de Direito da UnB- CADIR
Centro Acadêmico de Comunicação da UnB – CACOM
Projeto Dissonante – faça-rádio-web- você-mesmx
Executiva Nacional dxs Estudantes de Comunicação – ENECOS
Projeto SOS Imprensa

Coletivos chamam por mais vozes em favor da realização democrática da Conferência Nacional de Comunicação

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A Comunicação precisa de mais vozes

Um convite coletivo a indivíduxs, grupos e movimentos sociais

A Comunicação livre, alternativa e independente é uma necessidade para o desenvolvimento social e tecnológico das nações pois permite a participação em processos políticos e estimula o surgimento de novos instrumentos para aproximar grupos e indivíduos. Ela também é indispensável para a vida em sociedade, por meio da qual podemos trocar conteúdos, idéias, fazer planejamentos e promover simples conversas.

Contudo, os países mais desenvolvidos economicamente, ao longo da história, deram à Comunicação um papel meramente comercial e as corporações assumiram o papel de produtores para o público considerado como uma grande “massa passiva”, seja por meio do rádio, TV e, recentemente, pela internet. O intuito principal dessa estratégia é promover a venda de produtos, idéias (conceitos, estilos, padrões) ou marcas em troca de retornos lucrativos. Nessa lógica, poucas famílias e empresas, com grandes recursos financeiros ou influência política, se apoderaram dos principais meios de Comunicação, restringindo- os a seus interesses particulares.

A Comunicação é um direito de todxs, exercido diariamente a partir das relações interpessoais e sociais, e que deve ser garantido. Esse direito não serve apenas para proporcionar o diálogo, mas também contribui para reivindicar e assegurar outros direitos básicos como a saúde, educação, alimentação e moradia. O acesso à informação, gerado pela Comunicação, permite fiscalizar as ações do governo. Produções audiovisual, impressa e online servem como mecanismo de denúncia e cobrança do poder público.

Para garantir a participação plural na Comunicação e o acesso a direitos humanos faz-se necessária, contudo, a modificação das estruturas de acesso aos meios de Comunicação atuais. Deve ser permitido que mais pessoas possam produzir conteúdos. A lógica de que somos apenas receptores precisa ser quebrada, pois essa visão é totalmente desconexa com o novo período que vivemos: da interatividade e convergência das mídias, e das áreas do conhecimento.

No Brasil, os principais espaços formais de Comunicação como o Rádio e a TV abertos também são restritos aos interesses de poucos. São eles, inclusive, que influenciam o desenvolvimento de políticas públicas no país e contribuem para a ausência de uma política nacional de Comunicação coerente com os princípios constitucionais de valorização da cultura e regionalização do conteúdo. Apesar desse cenário negativo, movimentos sociais de comunicação e de outras lutas se juntaram para reivindicar uma participação mais efetiva da sociedade na Comunicação brasileira. Graças a esse árduo esforço, recentemente o Governo Federal anunciou a realização da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá em dezembro de 2009.

A Conferência será voltada para o debate e consolidação de diretrizes que orientarão o rumo da Comunicação do Brasil. Mas só a realização da Conferência não basta. Para que o processo seja efetivo, é preciso que a sociedade se mobilize e ocupe todos os fóruns possíveis de discussão. Vale lembrar que há interesse dos controladores da “grande mídia” em manter o cenário atual ou restringi-lo ainda mais. Dessa forma, mais movimentos sociais, grupos e indivíduos podem dar suas contribuições (de acordo com seu perfil de mobilização), para que a democracia prevaleça na Conferência.

Atualmente, existem vários movimentos e coletivos em prol do direito à Comunicação. No nosso campo de atuação, podemos destacar alguns desses coletivos:

O Projeto de Extensão Comunicação Comunitária, que visa integrar os estudantes da UnB (de Comunicação ou não) com a sociedade, estimula produções comunitárias, além de construir um vínculo entre teoria e prática e entre conhecimento acadêmico e cidadania.

O Projeto de Extensão SOS Imprensa, constituído por estudantes universitários, estimula a leitura crítica dos meios de Comunicação, baseados em princípios de cidadania e direitos à Comunicação, fiscaliza os abusos por parte da imprensa. O projeto busca também a criação de alternativas comunicacionais pautadas em estudos de políticas de Comunicação e em práticas já existentes de meios autônomos de Comunicação.

O Projeto Dissonante (faça-rádio-web- você-mesmx) foi pensado no intuito de estabelecer um espaço virtual por meio da internet para que qualquer indivídux ou coletivo pudesse criar e manter uma rádio web livre, sem fins lucrativos, que respeite os direitos humanos, estimule a produção e a pluralidade da Comunicação.

A Executiva Nacional dxs Estudantes de Comunicação (Enecos) atua na realização de grandes eventos regionais e estaduais, a fim de possibilitar espaços onde xs estudantes de Comunicação possam discutir, trocar experiências e criar alternativas de pensamentos e ações no campo da Comunicação.

A rádio livre com princípios comunitários Ralacoco se afirma como um espaço experimental por meio do qual todxs podem apresentar programas, aprendendo, na prática, tanto as questões técnicas de operação de uma emissora quanto os princípios de uma Comunicação democrática.

O Diretório Central dos Estudantes da UnB busca, nessa atual gestão e também o fez na gestão anterior, manter informados os estudantes da UnB sobre as atividades promovidas pela entidade e por outros grupos, a valorização de espaços de divulgação e discussão horizontal como listas de e-mail e trabalha em parceria com outros grupos na discussão sobre a construção da Conferência de Comunicação, na Universidade de Brasília.

É também notável que todos os grupos/entidades relatados estão participando das Comissões Nacionais e Estaduais Pró-Conferência. Perguntamos, então, como mais coletivos, movimentos e indivíduxs podem ajudar na construção da Conferência Nacional de Comunicação? Um caminho é começar com a prática da Comunicação no cotidiano, seja em blogs, programas de rádio, manifestações artísticas ou produções audiovisuais independentes. E também ao participar das Comissões Estaduais Pró-Conferência, levando o debate para o cotidiano de sua comunidade. Para que a Conferência seja de fato participativa ela deve ser, antes de tudo, constituída de pessoas com vontade de transformação social.

Procure se informar quando e onde ocorrem as reuniões das Comissões Estaduais Pró-Conferência. Entre também no site da Comissão Nacional Pró Conferencia em www.proconferencia. com.br e envie e-mail para proconferencia. com@gmail.com para saber mais informações, contatos e conteúdos.

Esse é um convite construído colaborativamente pelos seguintes grupos:

Projeto de Extensão Comunicação Comunitária – COMCOM/UnB
www.unb.br/fac/ comcom

Projeto Dissonante – faça-rádio-web- você-mesmx
www.dissonante. org

Executiva Nacional dxs Estudantes de Comunicação – ENECOS
www.enecos.org. br

Rádio Ralacoco – livre com princípios comunitários
ralacoco.blogspot. com

Projeto SOS Imprensa
www.unbr.br/ fac/sos

Diretório Central dos Estudantes da UnB
www.dce.unb. br

Manifesto do Coletivo Muda

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A PF fechou a radio Muda em Campinas. Quem melhor pode falar sobre isso são eles.

Em solidariedade,

Ralacoco Fm

Rádio Muda 3 X 1 PF+Anatel

“Nao temos nada a perder. Temos tudo.”
Sun Tzu

Os Piratas nos atacaram.

Sequestraram nosso timoneiro DJ Computer. Hoje, dia 19/02/2009, às 5 da manhã, doze Piratas Federais (PF) saquearam todos os equipamentos do estúdio da Rádio Muda, rádio livre que funciona há mais de 20 anos em Barão Geraldo, Campinas-SP.

Em uma ação decorrente da “Operação Silêncio”, que fechou diversas rádios em todo o país, um bando de 14 homens, 12 agentes federais, 2 chaveiros (um para segurar a chave e outro para rodar?), liderados por um delegado, tomaram de assalto o estúdio a mando da juíza substituta Fernanda Soraia Pacheco Costa. Vandalizaram o estúdio, rasgaram cartazes e confiscaram todos os equipamentos. Nao havia nenhum mudeiro no momento da ação sórdida.

A Rádio Muda é uma rádio que não é ilegal, nem legal, é uma rádio livre, pois, assim como inúmeras outras, não possui fins comerciais, não pratica proselitismo religioso nem político partidário, e atua de maneira integrada a sua vizinhança, estabelecendo uma relação de reciprocidade através da qual quem ouve, pode falar, ou seja, todo ouvinte é um emissor em potencial. Espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, essas rádios baseiam-se na legitimidade que suas comunidades e vizinhanças lhe conferem. Atua com baixa potência e atinge apenas uma pequena região da cidade de Campinas. Ao invés da legalidade exigida por leis estatais que legitimam um sistema corrupto e viciado de concessão de radiodifusão, a legitimidade deste tipo de prática deve ser protegida como liberdade de expressão e organização local.

Qual é o papel da radiodifusão hoje?

As rádios comerciais, consideradas legais, integram o território nacional a partir de interesses comerciais e culturais homogeneizantes. As rádios livres, consideradas ilegais,
permitem que a pluralidade cultural seja livremente expressa. Tudo aquilo que não encontra espaço na lucrativa e monopolizada mídia comercial tem a possibilidade de vazão nos meios geridos pela própria população. Mundialmente a mídia é controlada por 10 conglomerados. 40 empresas estão ligadas direta ou indiretamente a eles. No Brasil, 90% da mídia é controlada por 13 famílias. Em Campinas, a RAC (Rede Anhanguera de Comunicação) controla os principais meios de comunicação da cidade e região. Centenas de rádios não comerciais espalhadas pelo Brasil e pelo mundo atuam no sentido contrário a essa situação de monopólio, reafirmando a capacidade de toda e qualquer pessoa de produzir informação.

Rádio Livre derruba avião?

Um dos principais argumentos contra às rádios livres e de baixa potência é que constituem séria ameaça para tráfego aéreo e a comunicação de emergência. Porém, nunca um acidente aéreo foi causado por este tipo de radiodifusão. Aliás, se fosse fácil assim, com umas mil rádios comunitárias, Sadam teria vencido a invasão de Bush no Iraque…. será
que ele não pensou nisso, ou será que esta informação “técnica” não faz o menor sentido?

Pra quem não sabe, aviões operam em uma frequência de rádio acima da faixa de frequência das rádio FM. Para que uma rádio FM interfira nas transmissões aéreas de rádio, é necessário primeiro que o transmissor esteja desregulado e sem filtros. Hoje em dia, é muito comum o uso de transmissores que possuem filtros de harmônicos e filtros passa-faixa, que mesmo não sendo homologado pela Anatel, está dentro da máscara de transmissão da norma brasileira de radiodifusão, ou seja, que passou por um teste técnico no qual um analisador de espectro comprova que fora da frequência de transmissão o sinal é fortemente atenuado, o que comprova sua a precisão e a capacidade de não interferência de um transmissor. O segundo fator é a potência do transmissor. A prática mostra que as rádios livre funcionam com transmissores de baixa potência (potências altas significam custos altos). Comparados aos transmissores das rádios comerciais, com potências gigantes, não representam perigo de interferência nas comunicações aéreas, mesmo com um
transmissor não perfeitamente construído. Quem tem que cuidar da aferição dos seus transmissores potentes são as grandes rádios comerciais, que apresentam altos riscos de interferência na comunicação aérea!

Piratas?

Piratas são as rádios comerciais que querem o ouro! Não estamos atrás do lucro.

Livre?

O sistema de leis estatais prevê que a organização e concessão do direito de uso para as frequências de rádio seja realizado por um grupo de pessoas restrito- técnicos, especialistas, políticos e grupos econômicos. A comunicação livre não reconhece o governo como única entidade capaz de elaborar leis e regras relativas ao funcionamento dos meios de comunicação. Propomos, através da prática, a apropriação e utilização de qualquer meio de comunicação e tecnologia. Todas as tecnologias são e deveriam ser consideradas bens universais destinadas ao desenvolvimento humano, sua inteligência, afeto e comunicação. O conhecimento não pode ser aprisionado por leis medíocres que se baseiam em interesses mesquinhos de grupos políticos e econômicos ou mesmo de leis que não comportam a capacidade da população de produzir suas próprias informações, a partir de meios de comunicação geridos coletivamente. Comunicação se realiza diariamente, nos momentos mais cotidianos. Ampliar essa comunicação de uma pessoa ou grupo através de meios tecnológicos é uma possibilidade e prática que amplia a democracia e a capacidade das pessoas de se comunicarem entre si: falando, ouvindo, produzindo e
questionando. A comunicação está em todos nós, muito antes de existirem governos e leis que a regulamentassem: livre, intrínseca, potente e transformadora.

Conclamamos todos e todas a produzirem mais e mais meios de comunicação.

Não precisamos nos submeter ao monopólio!

Nesse carnaval, sintonize-se, atue: ações pela mídia livre espalhadas pelo território.Organize próprias ações!

A Muda não se cala!!! Voltaremos a transmitir em breve!!

Iguais na desigualdade?

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Elaine Gonzaga

Esse ano o Brasil comemorou os 60 anos da Declaração de Direitos Humanos e os 20 anos da Constituição Cidadã. Porém até que ponto as leis garantem a igualdade de direitos a todos os cidadãos e cidadãs? No último sábado (21) estávamos em um grupo de oito amigos no bar KBça, na rua 10, próximo a Catedral, quando fomos abordados pelo segurança do bar e nos foi avisado que: “o dono do estabelecimento não permitia aquele tipo de conduta no local”. Fiquei surpresa e questionei na hora que tipo de conduta seria aquela, e ele me disse que eu e minha namorada não poderíamos nos beijar naquele local, inclusive que casais heterossexuais poderiam, o que não era permitido era “aquilo de mulher com mulher”.

Nossa primeira reação foi o choque, pois em quase dois anos de namoro nunca havíamos passado por esse tipo de constrangimento e inclusive já havíamos freqüentado o bar com outras amigas lésbicas e amigos gays e nossa conduta nunca havia sido considerada “inapropriada”. Imediatamente fechamos a conta e fomos embora, não antes de sermos escoltadas pelo segurança até o lado de fora e o sua vigilância ostensiva do lado de fora do bar enquanto esperávamos um dos amigos ir buscar o carro.

No bar não há aviso em nenhum local em que seja avisado que beijos sejam proibidos ali, e mesmo que tivesse, isso seria ilegal, pois não existe previsão de crime para beijos em público. Esse tipo de tratamento diferenciado é uma clara demonstração de discriminação, de homofobia. Até que ponto lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são considerados cidadãos? Somente na hora de pagar impostos? Infelizmente o Projeto de Lei 122/06 que pune a homofobia como crime ainda está parada no Senado Federal por causa de fundamentalistas religiosos que não respeitam as liberdades individuais.

Em Goiânia a lei que punia os estabelecimentos comerciais com esses tipos de conduta foi vetada pelo prefeito Iris Rezende. Ao manter o veto os vereadores argumentaram que a lei era inconstitucional, pois já é garantida a igualdade de direitos para todas e todas. Não é isso que nós, LGBT´s, sentimos cotidianamente quando somos expulsos de bares, restaurantes e shoppings da capital.

Esses tipos de atitudes, como a do proprietário do bar KBça não é novidade para nós. Vários locais já agiram com discriminação contra LGBT´s. Se você for vítima de homofobia, faça sua denúncia no Ministério Público. Nosso amor não é errado, sujo, pecado, ilegal ou imoral para ser cerceado dessa forma. Temos os mesmos direitos. Somos cidadãos e cidadãs e precisamos exigir que a efetivação dos direitos e da cidadania não sejam apenas conceitos abstratos, prescritos em leis e tratados.